A translinguagem no século XXI: transgredindo as concepções estruturalistas e (re)constituindo os sentidos linguísticos

Autores/as

  • Marcinete Rocha da Silva Universidade do Estado de Mato Grosso, Brasil
  • Raquel Servino da Silva Albares Universidade do Estado de Mato Grosso, Brasil

Palabras clave:

Translinguagem, Monolinguismo, Transgressividade, Práticas Sociais

Resumen

O objetivo deste trabalho é promover uma discussão a respeito da perspectiva translíngue em contraste com o monolinguismo nas realidades linguísticas do século XXI, transgredindo fronteiras entre as línguas e outros recursos semióticos. A base teórica está pautada nas concepções de Makoni e Pennycook (2015); García e Vogel (2017); Canagarajah (2017); Li Wei (2017); Rocha e Maciel (2019); dentre outros. Na orientação estruturalista, as teorias linguísticas têm pensado a língua como entidades fixas e separadas do mundo social, a escrita e a fala como mais relevantes em detrimento de outras modalidades de linguagem através das invenções de autonomia, normas, privilégios, sistematicidade, conhecimento linguístico científico sobreposto ao conhecimento ordinário, onde o indivíduo é inferior à língua. Por outro lado, a translinguagem pode ser considerada uma vertente mais fluida, dinâmica e expansiva nos processos de construção de sentidos ao ressignificar a língua como emergente das práticas sociais. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, a partir de um levantamento em periódicos nacionais e internacionais que indica um aumento no número de interesses em estudos que levam em consideração a linguagem com base na dinamicidade e fluidez.

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Citas

Canagarajah, S. Translingual practice as spatial repertoires: expanding the paradigm beyond structuralist orientations. Applied Linguistics 2018: 39/1: 31-54. Oxford University Press, 2017.DOI: 10.1093/applin/amx041.

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Publicado

2021-07-29

Cómo citar

Rocha da Silva, M. ., & Servino da Silva Albares, R. . (2021). A translinguagem no século XXI: transgredindo as concepções estruturalistas e (re)constituindo os sentidos linguísticos. Ñemitỹrã, 3(1), 134–138. Recuperado a partir de https://revistascientificas.una.py/index.php/nemityra/article/view/1580